Destaques da gastronomia regional brasileira em 2026
A culinária brasileira continua a se destacar no cenário gastronômico mundial em 2026, com uma diversidade de sabores, ingredientes e técnicas que refletem a riqueza cultural e a biodiversidade do país. Neste ano, observamos uma valorização ainda maior das culinárias regionais, com chefes e restaurantes buscando preservar e inovar a partir das raízes e tradições locais. Vamos explorar alguns dos principais destaques da gastronomia regional brasileira em 2026.
Amazônia: Sabores da Floresta
A culinária amazônica tem ganhado cada vez mais projeção internacional, graças aos esforços de chefes e produtores locais em destacar a riqueza de seus ingredientes e técnicas ancestrais. Em 2026, vemos uma explosão de restaurantes e iniciativas que celebram a biodiversidade da região, desde peixes de água doce como o pirarucu e o tambaqui, até frutas exóticas como o cupuaçu e o açaí.
Um dos destaques é o trabalho do chef indígena Kaká Werá, que comanda o premiado restaurante Kuarup, em Manaus. Utilizando técnicas milenares de preparo, como a cozinha em fogueira e o uso de folhas e cascas, Kaká resgata e reinventa pratos tradicionais, como o tucupi com jambu, o tacacá e o pato no tucupi. Sua abordagem respeitosa e inovadora tem atraído a atenção de críticos gastronômicos de todo o mundo.
Outra iniciativa de destaque é o projeto Sabores da Floresta, liderado por um grupo de produtores rurais da região do Alto Solimões. Eles trabalham na valorização de ingredientes nativos, como a castanha-do-brasil, o buriti e o priprioca, desenvolvendo produtos artesanais e colaborando com chefes locais na criação de novos pratos.
Nordeste: Tradição e Criatividade
A culinária nordestina continua a se destacar em 2026, com uma combinação única de tradição e inovação. Os estados da região consolidaram-se como destinos gastronômicos de prestígio, atraindo visitantes de todo o país e do mundo.
Um dos principais destaques é a ascensão da chef pernambucana Malu Mello, que comanda o restaurante Engenho, em Recife. Malu tem se dedicado a resgatar e reinventar pratos típicos da culinária pernambucana, como o cuscuz, o bode no rolete e o vatapá, utilizando técnicas modernas e ingredientes locais de alta qualidade.
Outro exemplo é o trabalho do Instituto Culinarista, sediado em Salvador, Bahia. Essa organização sem fins lucrativos tem se destacado na preservação e difusão dos saberes culinários afro-brasileiros, organizando cursos, oficinas e eventos que valorizam a riqueza da culinária baiana, desde os acarajés e vatapás até as moquecas e os doces típicos.
Sul: Sabores de Terras Férteis
A culinária da Região Sul do Brasil também tem se destacado em 2026, com uma forte valorização dos ingredientes locais e das tradições herdadas de imigrantes europeus.
Um dos destaques é o trabalho do chef gaúcho Marcelo Scheren, do restaurante Casa de Pedra, em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul. Marcelo tem se dedicado a resgatar e reinventar pratos típicos da culinária gaúcha, como o churrasco, o chimarrão e o queijo serrano, utilizando técnicas contemporâneas e valorizando produtores locais.
Outro exemplo é o projeto Sabores da Mata Atlântica, liderado por um grupo de pequenos agricultores e coletores da região serrana de Santa Catarina. Eles trabalham na valorização de ingredientes nativos da Mata Atlântica, como o palmito-juçara, a jabuticaba e o guabiroba, desenvolvendo produtos artesanais e colaborando com chefes locais na criação de novos pratos.
Centro-Oeste: Sabores do Cerrado
A culinária do Centro-Oeste brasileiro também tem ganhado projeção em 2026, com uma valorização cada vez maior dos ingredientes e técnicas típicas da região do Cerrado.
Um destaque é o trabalho do chef Thiago Castanho, do restaurante Raízes, em Brasília. Thiago tem se dedicado a resgatar e reinventar pratos típicos do Cerrado, como o arroz com pequi, o frango com quiabo e o doce de buriti, utilizando técnicas modernas e valorizando produtores locais.
Outra iniciativa de destaque é o projeto Sabores do Cerrado, liderado por um grupo de coletores e pequenos produtores rurais da região. Eles trabalham na valorização de ingredientes nativos, como o baru, o jatobá e o cagaita, desenvolvendo produtos artesanais e colaborando com chefes locais na criação de novos pratos.
Sudeste: Diversidade e Inovação
A culinária da Região Sudeste também tem se destacado em 2026, com uma diversidade de influências e uma abordagem inovadora na utilização de ingredientes e técnicas.
Um dos destaques é o trabalho do chef paulista Alex Atala, do premiado restaurante D.O.M., em São Paulo. Atala tem se dedicado a explorar a riqueza da biodiversidade brasileira, utilizando ingredientes nativos, como o jenipapo, o umbu e o araçá, em preparações sofisticadas e inovadoras.
Outro exemplo é o projeto Cozinha de Raiz, liderado por um grupo de chefes e produtores rurais do interior de Minas Gerais. Eles trabalham na valorização de técnicas e ingredientes tradicionais da culinária mineira, como o queijo, o doce de leite e o pão de queijo, desenvolvendo novos pratos e produtos artesanais.
Conclusão
Em 2026, a gastronomia regional brasileira continua a se destacar no cenário nacional e internacional, com uma diversidade de sabores, ingredientes e técnicas que refletem a riqueza cultural e a biodiversidade do país. Chefes, produtores e iniciativas locais têm se dedicado a resgatar, preservar e reinventar as culinárias regionais, valorizando os saberes tradicionais e inovando a partir das raízes locais.
Essa valorização da gastronomia regional tem trazido benefícios não apenas para o setor gastronômico, mas também para as comunidades e produtores locais, fortalecendo as economias regionais e promovendo a sustentabilidade. Além disso, essa tendência tem atraído cada vez mais visitantes e turistas gastronômicos para as diferentes regiões do país, contribuindo para o desenvolvimento do turismo e da economia local.
À medida que a gastronomia regional brasileira continua a se destacar em 2026, podemos esperar uma maior diversificação e inovação nos pratos, técnicas e ingredientes, refletindo a riqueza e a criatividade de nosso povo. Essa valorização da culinária regional é fundamental para a preservação de nossas tradições e para a promoção da identidade cultural brasileira no cenário gastronômico global.